Sindicato da administração local exige publicação de acordos com autarquias
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) entregou hoje, na residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, uma resolução a exigir a "publicação imediata" dos acordos coletivos negociados entre os sindicatos e as autarquias.

2015-08-24 15:21:19 - (114 visualizações)
A concentração sindical assinalou os 40 anos sobre a fundação do STAL e serviu para exigir a publicação dos Acordos Coletivos de Entidade Empregadora Pública (ACEEP), que pretendem assegurar as 35 horas semanais nas autarquias.
Na resolução, aprovada por cerca de uma centena de sindicalistas, exige-se a publicação imediata de todos os acordos negociados entre os sindicatos e as autarquias locais, pondo fim ao inaceitável bloqueio da contratação coletiva na administração local.
Estão a fazer tudo para tentar desvalorizar os salários, tentar desvalorizar o trabalho, como se o trabalho fosse um favor e não uma riqueza indispensável ao país, alertou Francisco Braz, presidente do STAL.
O STAL exigiu ainda a abolição da sobretaxa do IRS (Imposto sobre o Rendimento Singular) e o fim da exploração abusiva de desempregados através de contratos de inserção.
A grande luta que neste momento se coloca, em vésperas de eleições, a todos os trabalhadores e aos portugueses em geral é conhecer as propostas do PSD e do CDS, que continuam a ser escondidas, precisamente porque são mais do mesmo, afirmou à Lusa o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, que participou na ação do STAL.
Segundo Arménio Carlos, a coligação que sustenta o atual Governo pretende prosseguir com a política anti laboral e antissocial, que promove as desigualdades e o empobrecimento.
O líder da central sindical deixou, no entanto, a sua preocupação para algumas propostas pelo PS na área laboral e social, por não preverem a revogação de normas gravosas do Código de Trabalho e por manterem a generalização da precariedade e porem em causa as reformas dos atuais trabalhadores.
Se é verdade que o PSD e o CDS apontam para uma redução de 600 milhões de euros nas reformas dos atuais pensionistas, também é verdade que a proposta do PS, com a redução de quatro pontos percentuais na taxa social única, aponta para uma redução da proteção social e das reformas no futuro, criticou.
Para Arménio Carlos, as estatísticas do desemprego não refletem nem de perto nem de longe a verdadeira e preocupante dimensão do desemprego em Portugal.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt