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Municipalização em Azeméis arranca com contratação de 17 funcionários

A delegação de competências na Educação em Oliveira de Azeméis só deverá ter aplicação plena em janeiro de 2016, mas no arranque deste ano letivo vai já ser aberto concurso para contratação de 17 novos funcionários, disse hoje fonte autárquica.



2015-08-31 12:07:40 - (83 visualizações)

O pessoal não-docente dos cinco agrupamentos do concelho já foi transferido para os quadros da autarquia em regime de mobilidade, o que representa perto de 300 funcionários, e vamos agora abrir concurso para admitir mais 17, revela à Lusa o vereador da Educação na autarquia, Isidro Figueiredo.

Mas a maior parte das mudanças só vai ter aplicação a partir do dia 31 de dezembro, sendo que, no que se refere a duas escolas, a autarquia só vai assumir a sua gestão depois de elas serem intervencionadas, acrescenta.

Otimista quanto aos novos procedimentos, que diz terem sido aprovados por larga maioria nos órgãos diretivos dos agrupamentos escolares do concelho, o autarca realça, contudo, que municipalização não é um bom termo para definir o que está em curso.

Se as escolas fossem uma dependência da Câmara, aí sim, era municipalização. Mas elas continuam a estar na dependência do Ministério da Educação e a ter órgãos próprios com autonomia, portanto o que está em causa é só uma descentralização de competências que antes eram do Estado e agora foram entregues à autarquia e às escolas, explica.

Para Isidro Figueiredo, o que ressalta do processo é que haverá uma maior proximidade entre a comunidade educativa e o centro de decisão. Por que é que havíamos de preferir esperar que fosse Lisboa a decidir o que se passa nas nossas escolas?, questiona.

Entre as competências educativas agora delegadas na Câmara por um período de quatro anos letivos inclui-se também implementação do currículo local e a gestão do parque escolar.

No primeiro caso, o universo local de cerca de 700 professores manter-se-á nos quadros do Ministério, mas a autarquia pode afetar ao serviço no concelho os seus próprios recursos docentes - embora o vereador ressalte que apenas de forma muito limitada.

Exemplo: Em 2016 assinalam-se os 100 anos de vida literária do [escritor de origem local] Ferreira de Castro. Ora como ele não integra o programa de leitura nacional, podemos criar um projeto em Oliveira de Azeméis para dar a conhecer as suas lições humanistas e, nesse caso, somos nós a contratar os recursos humanos para o desenvolver.

Já no que se refere à gestão dos edifícios escolares, Isidro Figueiredo anuncia que essa transita para a Câmara exceto no que se refere às infraestruturas da [empresa pública] Parque Escolar, que são as escolas básicas e secundárias Soares Bastos e Ferreira de Castro.

Os restantes estabelecimentos de ensino passarão a ser geridos pelo município após 31 de dezembro, quando o Estado transferir as devidas verbas para os cofres da Câmara, mas a situação será mais demorada no caso das escolas básicas e secundárias de Fajões e Cucujães, que têm que ser requalificadas antes disso - pela autarquia, mas com dinheiro do Governo.

Quando convidada a participar do projeto-piloto da chamada municipalização do ensino, a Câmara de Azeméis foi alvo de uma providência cautelar interposta pelo Sindicato de Professores do Norte para impedir o processo. O Tribunal Administrativo de Aveiro deferiu a pretensão sindical, mas a autarquia apresentou uma resolução fundamentada invocando interesse público.

Isidro Figueiredo afirma que essa fundamentação foi apresentada à Justiça, devidamente apoiada pelas decisões favoráveis da votação na Câmara e na Assembleia Municipal, pelo que a suspensão do processo foi levantada e ele agora está plenamente em vigor.

No arranque no ano letivo, que a nível local deverá verificar-se a 21 de setembro, será criado um órgão permanente para avaliar a condução do processo, integrando para o efeito representantes de todos os agrupamentos escolares e elementos da autarquia.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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