Donald Tusk chama "assassinos" a traficantes de pessoas
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, classificou hoje, em Jerusalém, os traficantes de pessoas como "assassinos", apelando para que se detenha esse negócio, que fez milhares de mortos desde o início do ano.

2015-09-08 21:14:30 - (88 visualizações)
Devemos concentrar-nos no combate ao tráfico de seres humanos e aos traficantes, bem como nas operações para salvar a vida das pessoas, declarou Tusk antes de um encontro com o Presidente israelita, Reuven Rivlin.
Segundo os últimos números da ONU, mais de 380.000 migrantes e refugiados chegaram à Europa pelo Mediterrâneo desde janeiro e 2.850 morreram ou estão desaparecidos.
De facto, podemos hoje falar de assassinos, porque eles são diretamente responsáveis pela morte de milhares de pessoas, acrescentou, sublinhando que lutar contra os traficantes é o mais importante neste momento.
Para o líder europeu, é também necessário falar do contexto geral desta crise dramática.
Trata-se de economia, trata-se de segurança -- e não apenas da segurança das fronteiras europeias, mas também da situação em alguns países da vossa região, frisou, referindo-se ao Médio Oriente.
A crise também despertou fenómenos sociais como a xenofobia, sublinhou Tusk, porque a chegada de milhares de migrantes, na maioria fugindo à guerra sangrenta na Síria, provocou violentas reações em alguns países europeus.
O presidente do Conselho Europeu tinha declarado no domingo que se tratava do começo de um verdadeiro êxodo, o que significa que deveremos lidar com este problema durante bastantes anos.
Os 28 países europeus estão profundamente divididos quanto à resposta a dar à chegada de dezenas de milhares de pessoas que procuram refúgio na Europa, tendo os países do Leste adotado uma atitude muito dura, como a Hungria.
Neste contexto, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, deverá apresentar na quarta-feira um plano para o acolhimento de 120.000 refugiados.
Nos termos deste plano, a Alemanha receberá 31.000 pessoas, a França, 24.000, e a Espanha, 15.000, segundo uma fonte europeia.
Mas o vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, anunciou já que o seu país pode certamente gerir um número da ordem do meio milhão (de refugiados por ano) durante vários anos, talvez mesmo mais.
Por sua vez, o Presidente francês, François Hollande, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciaram respetivamente o acolhimento de 24.000 refugiados em dois anos e de 20.000 em cinco anos.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt