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Caixabank: Separação de ativos angolanos "é opção responsável" para o BPI

Grupo espanhol assumiu apoio público í  operação proposta pela liderança de Fernando Ulrich. Conclusão do processo deverá ser dificultada pela oposição de Isabel dos Santos.



2015-10-26 09:56:09 - (80 visualizações)

Os dois maiores acionistas do BPI continuam a extremar posições devido aos problemas do banco no mercado angolano. Para tentar resolver o excesso de exposição a um país que deixou de ter a confiança do BCE, a administração do banco português propôs uma divisão dos ativos para partilhar o risco com os acionistas. O problema é que a solução não agrada a gregos e a troianos. 

Durante a conferência de apresentação dos resultados do terceiro trimestre, o CaixaBank, maior acionista do BPI, assumiu publicamente o apoio à operação: "Neste momento, o nosso papel é ajudar e dar o nosso apoio ao conselho de administração e à equipa de gestão para conseguirem concretizar os seus planos". 

"Julgo que para nós, é a opção responsável: garantir que a situação de excesso de concentração de riscos em Angola se resolve", afirmou o presidente do grupo espanhol, Gonzalo Gortázar. Surge assim pela primeira vez a confirmação pública do apoio do CaixaBank ao plano de divisão de ativos proposto pela administração de Fernando Ulrich, antecipando uma nova luta pelo poder com a principal opositora dentro do banco: Isabel dos Santos. 

A filha do presidente de Angola classificou a cisão proposta como "precipitada", oferecendo como alternativa a compra de 10% do Banco Fomento Angola para reduzir a exposição do BPI para menos de 50%. 

Repete-se assim a batalha entre Isabel dos Santos e o grupo espanhol com o banco português como pano de fundo. Já este ano, a empresária bloqueou a tentativa de OPA do CaixaBank ao BPI, evitando a mudança dos estatutos que permitiria a conclusão do negócio.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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